Oi meninada purpurina. Tudo bem com vocês? Vim aqui compartilhar meu amor pela série que me deu coragem de admitir que amo musicais sem medo de parecer uma psicopata (uma vez uma colega disse que leu uma pesquisa que conectava assassinos em série com a preferência por filmes musicais e violentos, lembrou-se de mim e passou a meique me evitar – o que me fez lembrar daquele filme com a Kathleen Turner que ela mata uma mulher com um pernil assado enquanto passava Annie tocando Tomorrow na TV). Mas ok, I digress.

Ah, Glee. Canto e danço sozinha vendo, falo com a TV, fico de cara com a bruxa da Sue Sylvester (cheguei a ter tanta raiva que fico P da cara quando vejo a Jane Lynch de advogada no L Word ou de psicóloga infantil no Two And a Half Men). Ontem quando o Will deu aquele beijão na Emma enquanto rolava uma versão de Kelly Clarkson ao fundo até dei uma mini shoradynha porque né, it’s meant to be e dá pra ver.

Aliás, o que foi o 13º episódio? Ótimo “fim de temporada” pra novelinha, perceberam como tudo deu certo? Até o fato do Finn saber que o bebê da Quinn não é dele veio a calhar. Ela mostrou um certo sinal de amadurecimento não querendo nem ficar com o Puck e deixou o caminho aberto do Finn pra Rachel – aquela história que ele não quer ficar com nenhuma das duas pra mim foi dorzinha de cotovelo. Tipo se eu não posso ter, ninguém mais pode blá blá blá whiskas sachê, poupe-me Quinnie.

E a touquinha branca de bebê que o Kurt usou nas sectionals? FIERCE.

parece um bebê nhoc nhoc (via gleedaily.com)Parece um bebê, nhoc nhoc (via gleedaily.com)

Ah, o Kurt. Gente, amo esse menino. Sabiam que o ator que faz esse papel, Chris Colfer, nasceu em 1990? NOVENTA. Cinco anos mais novo que eu. Não costumava dar crédito pra pessoas nascidas depois de ’89, mas o Kurt mudou meu ponto de vista. O que é ele cantando Mr. Cellophane pra entrar no New Directions?! Tenho vontade de abraçar a TV naquela mexidinha do cabelo.

Falando nos atores, sabiam que o ator que faz o Artie é dançarino? Ou seja, ele não é paraplégico.

Safado!Safado!

E ele fez True Blood – era o assistente do cara da funerária que virou coroner do sheriff’s dpt. E ele fez parte de uma boy band. Não deve ter mais nenhum fato interessante na vida desse garoto porque né, pô, já fez de tudo.

E o Puck é cantor antes de ser ator. Ele tem uma banda e algumas composições próprias – ele até fez uma música sobre os técnicos, diretores e colegas de elenco que ficou uma gracinha.

O casting pra Glee foi feito de maneira diferente. Os produtores da série saíram por musicais da Broadway escolhendo atores novos que já tivessem treinamento vocal e de palco. Daí saíram a Jenna, Mr. Schue, Rachel e Kurt. Achei bacana pra um série cujo foco é esse mesmo, mais prático assim do que pegar meia dúzia de Zac Efrons e Vanessa Hudgenss e ainda ter que ensiná-los a cantar.

Tá, mais uma curiosidadch pra terminar. A Kristin Chenoweth tem treinamento lírico – a música Defying Gravity (minha preferida by far da trilha sonora) que a Rachel e o Kurt cantam no diva off pra ver quem fará o solo nas sectionals é do musical Wicked, que quem faz é a April Rhodes lokona de dogras. Atoron conexões.

Semana passada voltou a série Gossip Girl com a terceira temporada. Eu, particularmente, não achei nada empolgante o primeiro episódio (Reversals of Future) que foi o maior embrometion [spoiler caso você não viu]: mostrou a volta dos riquinhos das férias de verão, as presepadas da Serena a fim de chamar a atenção do pai, Blair & Chuck no maior love is in the air, Nate e a nova namoradinha de família inimiga (Romeu & Julieta feelings) etc etc.

Antes de falar sobre o episódio novo, deixo a dica de um site excelente para puxar a série que é o Gossip Girl Download. É super completo e tem até os web-episodes da Dorota (Chasing Dorota) – não vi ainda. Também fica a dica do vídeo da promo do segundo episódio:

Esse segundo episódio deu uma melhoradinha, mas ainda está fraquinho em termos de “bafões”. A graça da série é justamente essa, certo? Se você viu o vídeo acima já percebeu que é a fase dos Upper East Siders na universidade. A Blair foi para NYU (New York University) assim como Dan, Vanessa e Georgina (yes, the bitch is back). Enquanto Blair planeja como continuar com seu reinado patético na universidade, a Serena resolve não ir para Brown (outra universidade) e vai para o apartamento do Chuck. Já Romeu e.., digo, Nate e Bree fazem um acordo de passar um dia juntos para se conhecerem melhor e assim terminar de vez o namoro proibido. Zzzz.

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Para encurtar: 1) Blair e Georgina continuam naquela guerrinha fria de quem sabota a outra; 2) o pai do Dan, Rufus, resolveu bancar o bom padrasto e ajudar Serena; 3) o meio irmão do Dan (que ninguém sabe ainda) parece mais perdido que cupim em metalúrgica e daqui a pouco vai parecer gay de tanto mostrar interesse por ele, haha.

Romances: Chuck e Blair continuam na paz e amor; Serena resolveu se entregar de vez para o Carter e Dan está pegando Georgina.

Agora esperar o desenrolar da trama na universidade, as trocas eternas de casais, o mimimi de quem é o melhor, a encheção de saco que já está ficando do lance de um querer sabotar o outro o tempo todo etc.

Agora um comentário meio off-topic aqui sobre os atores. Para quem não sabe o Chuck (Ed Westwick) namora na vida real a Vanessa (Jessica Szohr), o Dan (Penn Bradgley) namora a Serena (Blake Lively), e o Carter (Sebastian Stan) namora a Blair (Leighton Meester). Ou seja, é um agarrando namorado de outrem no set. Acho que pelo fato de ter o lance “aí sou ator” não deve parecer tão estranho, mas sei lá, eu acho. haha

xoxo

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Uma das novidades dessa temporada que eu curti bastante foi Bored to Death. Produzida pela HBO, a série é uma comédia noir sobre um escritor que, após levar um fora da namorada, decide dar uma de detetive particular. Jonathan (Jason Schwartzman) mora no Brooklyn, já publicou um romance mas está com o seu segundo trabalho empacado, bebe vinho branco demais, fuma maconha demais, e pra espantar o tédio depois da namorada ir embora, posta um anúncio no Craig’s List. Seu melhor amigo Ray (Zach Galifianakis) desenha histórias em quadrinhos, e seu “chefe” George (Ted Danson) é um artista já passado da meia-idade.

Pra comentar melhor o primeiro episódio, só com spoilers. Então, pare de ler aqui se você gosta de surpresas e ainda não viu o piloto.

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O nome do episódio “Síndrome de Estocolmo” tem a ver com o primeiro caso que Jonathan pega. Uma universitária entra em contato pedindo ajuda para encontrar a irmã, desaparecida há alguns dias. Ela suspeita que o namorado da irmã a tenha sequestrado. Jonathan começa a sua investigação e, depois de gastar mais do que esperava com suborno para obter informações, encontra o casal. A moça desaparecida havia terminado o namoro e o cara decidiu sequestrá-la e mantê-la refém até que ela se apaixonasse por ele de novo. Ele tentou recriar a tal Síndrome de Estocolmo a força. Daí a polícia chega, prende todo mundo e um policial dá uma mijada no Jonathan. Como assim ele resolveu cuidar de um caso sem nem ser detetive licenciado? Mas óbvio que ele não tá nem aí, ignora o conselho e continua pegando casos. Afinal, não fosse assim, a série acabaria logo no começo.

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O adjetivo “noir-rotic” que tem sido usado pra divulgar Bored to Death combina muito. Todos os personagens são extremamente neuróticos. Mas isso faz parte do humor dos judeus. Então não poderia ser diferente. Woody Allen tá aí e não me deixa mentir. A série já tem oito episódios previstos até o fim de novembro. Mas HBO é assim mesmo, temporadas mais curtas que as das outras redes. E é por isso que as séries deles costumam ser melhores. Não dá tempo de ficar enchendo linguiça com milhões de sub-tramas.  Domingo tem mais!

Adendo: Esqueci de falar que a abertura é ótima!

Ontem começou a quinta temporada de How I Met Your Mother. Este post contem spoilers! Ted está preocupado com o seu primeiro dia de aula e Lily exige que Robin e Barney definam seu relacionamento.

HOW I MET YOUR MOTHER

Ted é o personagem mais mala da série e pra mim fez todo sentido do mundo ele decidir dar aula. O que não fez sentido foi ele esquecer como se escreve “professor”. Ele é praticamente o Capitão Gramática e sempre corrige os outros. Ok, ele estava nervoso. E lembrar do Barney não ajudou muito, porque ele nunca leva a sério os conselhos do Barney. Mas dessa vez era um conselho que valia a pena ouvir: deixar bem claro quem é a autoridade ali. E se apresentar como “T-Dog” não passa autoridade alguma. Enfim, a mãe estava ali.. na sala de Economics 305? Eles fazem isso de propósito, só pra nos confundir mais ainda. Já é a quinta temporada e as pistas sobre a identidade da mãe são mínimas! Espero que esse ano eles deem mais dicas.

HOW I MET YOUR MOTHER

Pra variar, quem roubou o episódio foi o Barney, em um monólogo de flashback, comparando namoradas a Gremlins. Ele e Robin estão se pegando escondidos há meses e Lily os deixa trancados no quarto até que conversem e definam de uma vez por todas se eles estão namorando ou não. Acho que a maior precupação de quem acompanha a série é que eles não fiquem “mosbyed”, afinal de meloso-louco-pra-casar já basta o Ted. Mas, pela sinopse do episódio da semana que vem (Barney encontra uma sósia de Lily num strip club), acho que isso não vai acontecer. Provavelmente o relacionamento deles não vai durar, mas lembro de uma cena do casamento do Ted no futuro, em que Barney olha pra Robin com muito carinho, então mágoas entre os dois também não existirão.

HOW I MET YOUR MOTHER

Mais uma vez, Marshall e Lily ficaram meio de escanteio. Li que era pra ter uma cena de flashback com os dois, mas pelo jeito editaram isso. Mas a cena com o chicote e os gritos de “not good enough!” compensam um pouco. Espero que na próxima “tuxedo night” lembrem de convidar o Marshall.

the office: gossip

setembro 23, 2009

Setembro é uma das épocas mais felizes do ano: é quando as séries reiniciam suas temporadas! É uma enxurrada de episódios novos, um atrás do outro. Claro que nunca é o caso de Lost (aqueles cretinos só voltam em fevereiro!), mas isso fica pra um outro post.

Vou começar falando sobre The Office. E sim, esse post contem spoilers, então se você ainda não viu o episódio, pare de ler agora.

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A sexta temporada começa com o Michael, Andy e Dwight fazendo parkour. Claro que o que eles fazem não tem nada a ver com o esporte de verdade, mas na cabeça deles basta apenas pular, chutar e gritar “parkour! parkour! parkour!” pra fazer um vídeo de acrobacias digno do You Tube. Até o Andy acabar no hospital…

Depois da abertura a história segue  outro rumo. A Dunder Mifflin agora tem estagiários e todos fofocam sobre eles. Mas Michael se sente excluído por ser sempre o último a saber de tudo. O problema é que a única fofoca que ele fica sabendo em primeira mão é verdadeira: Stanley está tendo um caso.

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Pra compensar e fazer com que todos esqueçam isso, ele decide espalhar boatos falsos sobre os outros funcionários, como se uma coisa anulasse a outra. Kelly tem anorexia, Andy é gay, Oscar éo dublador do cachorro do Taco Bell, Kevin tem uma pessoa dentro dele controlando seu corpo, e a Pam está grávida… Opa! Isso é verdade! Jim e Pam decidem então contar seu segredo pra livrar a cara do verdadeiro alvo da fofoca.

Eu gostei muito do episódio, mas agora me dei conta de que o bebê da Pam vai nascer antes do fim dessa temporada. E aí? Como eles vão fazer? Uma creche em Scranton? Adoro os dois juntos, mas às vezes dá a impressão de que o relacionamento deles tira o foco dos personagens realmente interessantes.